quarta-feira, 24 de junho de 2020

CINCO MUNICIPIOS AO REDOR DE BOM CONSELHO VENCEM A COVID-19



Alguns municípios do Agreste Meridional e região próxima estão conseguindo passar pela pandemia do coronavírus sem vítimas fatais. Angelim, Brejão, Calçado, Iati, Jurema, Lagoa do Ouro e São João não tiveram um só óbito até agora.

Primeira cidade da lista, Angelim teve 35 contagiados pelo vírus, mas 28 já estão totalmente recuperados e os outros sete apresentam boa condição clínica. A esperança é que todos fiquem curados.

No Agreste Regional, Garanhuns, que é o município com maior número de habitantes, também teve o maior número de mortes pela Covid-19. Foram 27 até agora, com pouco mais de 350 infectados. São Bento do Una teve 24 óbitos, Águas Belas 15, Bom Conselho 7 e Lajedo 6.
Nas cidades menores também foram registradas mortes, caso de Caetés (5), Capoeiras (3), Saloá (3), Canhotinho (2), Paranatama (2), Itaíba (2), Jupi (2), Correntes (2), Terezinha (1), Jucati (1).

Em outras regiões de Pernambuco  impressionante é a situação de Vitória de Santo Antão. Tem uma população equivalente à de Garanhuns e lá já morreram pelo vírus 105 pessoas.

Petrolina, bem maior, registrou 21 óbitos. Arcoverde tem 20, Limoeiro 21 e Belo Jardim, numa situação bem melhor, 5 vítimas da doença.

Na Região Metropolitana do Recife a capital soma 1.662 vítimas da Covid, Jaboatão 457 e Olinda 208. Trinta e quatro mil pernambucanos pegaram a Covid e estão curados.

*Números citados resultam de consultas aos boletins da secretarias municipais de saúde, site do Jornal do Comércio do Recife e portal G1 PE.

ESTUDANTE DE GARANHUNS CRIA APLICATOVO QUE INFORMA SOBRE AGLOMERAÇÃO NA CIDADE



Um grupo de estudantes do curso de Bacharelado em Engenharia de Software da Universidade de Pernambuco (UPE), sediado no Campus Garanhuns, se uniu para desenvolver um  aplicativo para auxiliar no combate ao COVID-19 na microrregião de Garanhuns. A iniciativa surgiu da observação dos estudantes sobre o desrespeito em relação a quarentena sobre as restrições necessárias diante ao grande fluxo de pessoas no comércio.

Denominados de “Rebase Team”, o grupo é composto por seis estudantes do terceiro período: José Edgleyson, José Thiago, Kelvin Vasconcelos, Luiz Gustavo, Muryllo Pimenta e Sávio Santos. E são orientados pelo professor Carlo Marcelo Revoredo da Silva como uma atividade extensionista na UPE.

O aplicativo também informa um resumo dos casos de coronavírus em Pernambuco e na cidade, dados esses que são divulgados diariamente pelo instagram da Prefeitura de Garanhuns (@prefgaranhuns) e pelo site: https://covid.saude.gov.br/.

Contudo, nessa etapa inicial do projeto, se faz necessária uma participação significativa de usuários que residam nas cidades que pertencem a  microrregião de Garanhuns, a saber: Garanhuns, Bom Conselho, Lajedo, Caetés, Canhotinho, São João, Iati, Correntes, Saloá, Jurema, Jupi, Lagoa do Ouro, Paranatama, Jucati, Angelim, Calçado, Brejão, Palmeirinha e Terezinha. A importância do engajamento desses cidadãos remete aos mesmos atuarem como sensores, auxiliando o aplicativo com dados que serão processados para posteriores tomadas de decisão.

Para baixar o aplicativo, basta entrar na loja de aplicativos do seu celular e pesquisar por “Garanhuns”. Se preferir, segue o link do aplicativo: http://abre.ai/gunscovid.

terça-feira, 23 de junho de 2020

NOSSA HOMENAGEM AOS ARRAIÁS E QUADRILHAS JUNINAS


Nessa semana de pré São João, continuamos a lhe alimentar de boas lembranças. É nosso jeito literário de não deixar o acontecimento passar totalmente em branco e ao mesmo tempo estender nosso braço de apoio e valorização aos atores bonconselhense que ajudam a festejar uma das maiores expressões de nossa cultura regional.

Essas publicações ainda nos remetem a esperanças de que tudo vai passar e ano que vem, possivelmente teremos toda a movimentação costumeira de mais de século nas ruas de Bom Conselho.


José Aparecido da Silva é Cido. Marcador animado a frente de sua quadrilha estilizada. Tudo vem desde 1999. Imagine portanto uma brincadeira completando 21 anos do Arraiá Mistura Gostos  da Rua João Cordeiro de Oliveira, bem por trás do Ceru no N. Senhora do Guadalupe.

O que começou ao redor de uma fogueira numa noite de São João que de maneira simples juntou uns poucos casais para uma quadrilha comum como as outras. Para dar mais expansão a criatividade decidiram passar do estilo tradicional para o estilizado.


Nessa segunda categoria quebram-se todas as regras do tradicionalismo e a imaginação de quem cria os quadros ganha liberdade para mexer como quiser no enredo da dança. É o que eles chamam de dar modernidade e toques de irreverências artísticas a dança.


Assim sendo foi criada a quadrilha de Cido e seus integrantes e, entre idas e vindas representaram Bom Conselho no Festival de Inverno mostrando o seu talento. Todos os anos a quadrilha é sempre esperada para ser vista pela população que aprecia as irreverências, as cores vivas de seu figurino, a criações ousadas de coreografias complexas, a maquiagem das meninas, e sobretudo o repertório musical que obedece a uma variação de ritmos dentro da categoria estilizada.


Cido e seus componentes é mais um agente avulso da preservação da nossa cultura. Algo que a gente quer que se apronte logo para ano que vem, tirar todo atraso da ausência desse ano.

ESCRITOR ALEXANDRE TECIDOS É UM LADRÃO FINO

Reportagem: Ana Clara e Danielle
Fotos: Camila

O mestre Ariano Suassuna costumava dizer que todo escritor é um grande mentiroso. Essa alegoria bem humorada de Ariano sempre foi amplamente compreendida nos melhores meios acadêmicos do país como sendo uma grande verdade lúdica. Desde que a palavra mentiroso aqui ceda o seu significado pejorativo e ganhe a interpretação dos que inventam situações, personagens e estórias, extraídos de sua capacidade criadora e imaginativa. Completamos ainda, essa sentença condenatória ao purgatório dos escritores, chamando-os também de ladrões.


É o caso de Alexandre Tenório (Alexandre Tecidos). Um larápio de primeira linha capaz de sequestrar estórias e histórias populares e aprisiona-las em livros, sem direito a resgate. Alexandre isso não se faz!

O filho de Juarez Tenório e Mirian de Vieira, é natural de Bom Conselho e pratica esses delitos desde os 16 anos. Pôs os pés na faculdade e saiu médico veterinário em 1983. Naquele burburinho do início dos aos 80, achou por bem dar sua contribuição à cultura bonconselhense e nacional, fundando com amigos a Confraria do Sassame. O templo de nascimento desse movimento etílico-cultural não poderia ser outro: o Restaurante Status. Alexandre tomou logo assento como presidente. Nada mais politicamente correto, porque cultura e cachaça sempre foram as companhias indissolúveis dos intelectuais.


Mas o moleque já havia sido contagiado pelo vírus da leitura, das páginas escritas com enredos qualquer, do barulho das folhas virando entre os dedos, do apalpar as mãos nas capinhas de livros mais leves e, sobretudo do individualismo egocêntrico  que somos capazes de ter quando mergulharmos em qualquer livro que nos devore. Quando esses sintomas começam, até os Gibis do Tio Patinhas e Zé Carioca são cúmplices nisso.


Então foi daí que veio o vício de roubar fatos e feitos e aprisionar em livros. Já são cinco publicados, todos com histórias passadas em Bom Conselho. A Tenda de Zé de Bia – Eleições de 2000, quando um Burrinho ganhou de um Trio Elétrico – O Dia em que Bom Conselho parou – Assim era Bom Conselho e O Dragão de Bom Conselho, e outras histórias, sua quinta obra. O pior é que já está no forno seu sexto livro que se intitula: Dos Valentões e as brigas de Bom Conselho.


Já avisamos que ele não vai parar. Não vai porque os escritores não escrevem livros para ganhar dinheiro, ou para ficar famosos, ou sequer para serem lidos.  Eles escrevem livros para se livrar deles. Ou do contrário os conteúdos ficam cozinhando o juízo dia e noite sem parar e só cessam, quando o escritor dar à luz. Me desculpem toda essa alegoria psicodélica, mas é que eu acho tudo isso absolutamente belo!


O escritor Alexandre Tenório tem ocupado um papel de extrema importância na contribuição à preservação da história de Bom Conselho. Não existe uma cidade completa sem suas figuras folclóricas, sem suas lendas urbanas, sem seus heróis e vilões, sem seus romances desvairados e proibidos, sem suas tragédias. E pior do que não ter nada disso, é não ter alguém que relate esses valiosos vestígios do tratado histórico de um povo, divulgando-os e enaltecendo-os em seus papeis tão distintos e valorosos, quando eles existem nos baús do passado. Alexandre Tenório faz isso em seus livros. O conjunto de sua obra registra toda a lembrança que sequestra do insciente popular de Bom Conselho, e estampa nas páginas de seus livros, que a gente engole deitado numa rede dando boas risadas, levantando reflexões e sentimentos.

Então, ler Alexandre Tenório (Alexandre Tecidos), tem gosto de roubar goiaba no quintal do vizinho. Tem a mesma aventura inocente de tomar banho de açude em tempo de verão, petelecar calangos em cima de lajeiros ou de encontrar gente comum como se fosse hoje, nas páginas de seus livros. É um ladrão impecável à espreita para o próximo roubo e será um erro prendê-lo por causa disso. Se o fizerem ele vai escrever de dentro cela e aí não tem quem aguente mais.

Parabéns amigo Alexandre, Deus guarde sua senhoria.

Gerson Lima

TSE PROPÕE AO CONGRESSO CAMPANHA MAIS LONGA E SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES EM DEZEMBRO



No Senado, há um acordo avançado com o relator para o primeiro turno ocorrer no dia 15 de novembro.

Em meio a divergências entre senadores e deputados, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, propôs nesta segunda-feira (22), em audiência no Senado, que a campanha para as eleições municipais deste ano seja mais longa, com segundo turno realizado em dezembro.

Os senadores devem votar nesta terça-feira (23) uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que trata do adiamento das eleições municipais por causa da pandemia do novo coronavírus. Oficialmente, o calendário atual estabelece o primeiro e o segundo turnos, respectivamente, nos dias 4 e 25 de outubro.

No Senado, há um acordo avançado com o relator para o primeiro turno ocorrer no dia 15 de novembro. A dúvida seria o segundo: em 29 de novembro ou 6 de dezembro. O relatório final está sendo construído pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) para ser entregue aos senadores na manhã desta terça. Caberá a Rocha determinar, em seu relatório, as novas datas.

Apesar de ganhar força no Senado, onde deve ser votada sem divergências nesta terça-feira, a proposta de adiamento encontra resistências entre os deputados federais. O impasse entre Senado e Câmara fez com que fosse abandonada uma das iniciativas de conciliação sobre o tema, a constituição de uma comissão mista de deputados e senadores para estudar o adiamento.

A divergência na Câmara reflete uma pressão de prefeitos, em especial os que buscam a reeleição. Uma PEC precisa ser aprovada nas duas Casas. Em seguida, vai à promulgação. Segundo Barroso, a proposta do TSE de adiamento é com "base estritamente na opinião médico-científica".

O ministro pediu aos senadores que o relatório traga o que chamou de "válvula de escape", em casos de municípios onde haja um aumento de casos de contágio do coronavírus e necessitem protelar um pouco mais as eleições. Seria uma possibilidade de estender, dentro de 2020, o prazo eleitoral.

Segundo o relator, esse tema estará contemplado no relatório.

Com isso, em alguns municípios, as eleições poderão ser realizadas até o dia 27 de dezembro. O adiamento se baseia na avaliação de médicos e especialistas ouvidos pelos congressistas e pelo TSE. Barroso defendeu ainda aos senadores que haja uma ampliação no tempo da campanha eleitoral deste ano, o que, segundo o ministro, não deverá trazer dificuldades.

 Com a manutenção da data para a realização das convenções partidárias -entre os dias 20 de julho e 5 de agosto- e para o registro de candidaturas -entre 5 de agosto e 15 de agosto-, a campanha seria estendida por quase dois meses, em caráter excepcional. A medida facilitaria o julgamento dos registros de candidaturas pela Justiça Eleitoral.

"É que, se nós mantivermos as datas das convenções e dos registros de candidatura, a Justiça Eleitoral consegue julgar a tempo todos ou praticamente todos os casos de impugnação", disse o ministro. Barroso defendeu também considerar uma eventual anistia de multas, mas que deve haver o "trabalho" de justificar a ausência. "Acho que flexibilizar as sanções pode ser uma boa ideia, mas ampliar o caráter facultativo do voto nós vemos como uma questão problemática ou no mínimo controvertida para se resolver nesse momento.", afirmou.

Além de Barroso, participaram da audiência com os senadores especialistas da área de saúde e jurídica. Tanto o presidente do TSE quanto o relator da matéria já negaram a possibilidade de as eleições não serem realizadas neste ano, o que segundo eles seria inconstitucional. O pedido chegou a ser feito pelo presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Glademir Aroldi, que também participou da audiência.

 O presidente do TSE afirmou que é inviável ampliar os dias para a votação, como sugeriram alguns senadores. Segundo Barroso, o custo para isso seria da ordem de R$ 191 milhões, recurso indisponível. Contudo, já foi acertado entre o tribunal e o relator da matéria no Senado que haverá uma ampliação no tempo de votação. Em vez de encerrar às 17h, poderá chegar até 21h.

Haverá também, por parte do TSE, campanhas para que a população vote em horários separados, de acordo com a faixa etária. A PEC prevista para ser votada nesta terça, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), estabelece ainda que os mandatos dos atuais prefeitos, vice-prefeitos e vereadores não serão prorrogados -tanto Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, como Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, se opõem à possibilidade.

O tempo mais curto de campanha eleitoral é visto como um trunfo por quem tenta um novo mandato. Além disso, os adversários teriam de se adaptar à realidade da pandemia para conquistar eleitores, ampliando o uso de redes sociais, por exemplo, no lugar dos tradicionais comícios e do corpo a corpo.

Na última terça-feira (16), Maia defendeu a extensão do tempo de TV e rádio dos dias de exibição da propaganda eleitoral como forma de tentar equalizar as condições de candidatos na disputa. A divisão atinge algumas das maiores bancadas da Câmara, como a do DEM, PP, PL, MDB e Republicanos. Com isso, dificilmente a PEC teria apoio suficiente entre os deputados.

Para passar na Câmara, a proposta precisaria ser aprovada pelo plenário em dois turnos e obter o apoio de pelo menos três quintos dos deputados (308 votos). No Senado, também são dois turnos, e o respaldo tem de ser dado por ao menos 49 senadores.


segunda-feira, 22 de junho de 2020

A BUCHADA DE TEREZINHA É DE DAR ÁGUA NA BOCA


Reportagem: Maria Vitória e Danielle Muniz

O que diferencia a capital do interior da maneira mais lúdica possível são essas coisas. Dar de cara com o inusitado, verificar verdadeiros “achados” que só encontramos nos interiores da forma mais in natura do exercício humano. Agora Vitória e Danielle adentram pela cozinha alheia. Vão sentir o cheiro de uma comida típica que se contada como se faz em algumas regiões do país, muitos vão sair de perto. Masnão é uma cozinha tão alheia assim, porque encontrar com Terezinha da Buchada em Bom Conselho não é difícil. É a “fazedora” de buchada mais conhecida do lugar. Nasceu Terezinha Gouveia de Azevedo e no alto de seus 66 anos, ganhou por mérito a alcunha de Terezinha da Buchada. Natural de Bom Conselho e morando ali na rua Padre João Clemente ela é outra vitima da demência pública de Bom Conselho por nunca ter se tornando um patrimônio imaterial do município, merecidamente.



Buchada é uma das iguarias nordestinas mais complexas do Nordeste e de tão complexa pouca gente até se arrisca a comer o alimento feito por desconhecidos ou de origem duvidosa. Com Terezinha isso já foi superado há muitos anos e ela detém hoje a mais alta credibilidade em produzir esse prato com uma aprovação unânime de quem prova.


Do ritual da feitura do produto, existe um elo de confiança em todos os passos. Primeiro vem a participação do marido, responsável pela matança do bode. Em seguida o resto é com ela que trata e tempera. Parece simples. Mas não é. O comedor de buchada é sujeito chato. Se for de carneiro já faz um muxoxo dizendo: ‘A buchada é boa, mas não é de bode...é de carneiro”. Assim sendo Terezinha vai fundo no que sabe fazer e não é pouca a quantidade de sua produção que já completa 15 anos de cozimento. O tratamento das vísceras do animal requer cuidados e uma higiene absoluta. A cozinheira está sempre de touca, luva e máscaras no seu oficio enquanto ao fundo se vê panelas bem ariadas lustrando, caldeirões limpinhos esperando os picados e uma cozinha feita para qualquer um entrar sem cerimônias. Um ventilador espanta qualquer possibilidade de moscas atraídas pelo cheiro forte do sangue do bode.



No jeito simples da gente do interior, ela afirma que fazer buchada não é difícil, mas dá muito trabalho. O que dona Terezinha não sabe é que cozinhar é uma ciência composta de matemática, filosofia, química, física, história e psicologia. 


E no centro fica a senhora do fogão como uma grande maestrina a reger temperos,” times” de fervura, equilíbrios de sal, mexidos, acabamentos, tudo até chegar à boca de quem vai degustar. Aprendeu com o pai que era marchante e hoje ela faz em média de 60 a 80 buchadas por dia. Graças a figuras como Terezinha da Buchada, neste São João poderá não ter arrasta pé, sanfona com forró dos bons nem fogueiras acesas. Mas buchada tem! Terezinha da Buchada garante a sobrevivência longa de mais esse elemento da nossa cultura e da nossa tradição.

P.S – A cachaça para acompanhar o prato fica a seu critério.

NO RASTRO DA SANFONA DE NATHAN



Semana pré-junina o recém criado Blog Bom Conselho Paratodos tem levantado efusivos elogios da população bonconselhense por ter criado essa sequência de homenagens e referências a alguns de seus grandes sanfoneiros.

Agradecemos explicando que o nosso propósito é justamente não os deixar sós nesse momento de tantas ausências em nosso maior folguedo popular. Mesmo sabendo que possivelmente não alcançaremos todo o acervo de artistas existentes no município, mas pelo menos uma boa representação tem desfilado em nossas páginas já há mais de uma semana, diariamente, como órgão de imprensa. E chegamos assim a Nathan de Melo Barbosa, 20 anos de idade, morador da cidade de Bom Conselho, e que começou a tocar sanfona aos 16 anos de idade.

O fato é que mesmo antes de ter sua própria sanfona, porque não tinha condições de comprar, ele aprendeu a tocar teclado pra ter uma base de como era mesmo uma sanfona de verdade. Enquanto isso em casa seu interesse ganhava corpo com o apoio da família.



Em 2018 durante o Forro Bom subiu ao palco pela primeira vez num evento grandioso. Sua influência para tocar sempre foi de Flávio José e Dorgival Dantas. São pegadas de sanfona diferentes, mas ambos trazem personalidades bem distintas quanto aos estilos. 

Nathan une-se ao lamento dos demais sanfoneiros pelo fato de não ter nenhuma festividade junina esse ano que caiba a sanfona, suas músicas e sua alegria. Ao contrário da maioria dos grandes sanfoneiros, Nathan prefere somente tocar.

Embora ainda com pouca idade, o musico já apresenta uma grande maturidade ao considerar as dificuldades, percalços da carreira de qualquer artista. Afirma que o mais importante é ter sempre paciência e seguir em frente. Talvez essa seja realmente a senha para uma carreira de sucesso.

IGREJAS E DEMAIS TEMPLOS RELIGIOSOS PODEM ABRIR A PARTIR DE HOJE



A reabertura gradual de igrejas e templos religiosos em Pernambuco começa hoje e vale para todo o Estado, exceto para 85 municípios do Agreste, da Mata Sul e da Mata Norte. Essas mesorregiões não acompanharam a queda nem o achatamento da curva de casos do novo coronavírus e por isso não avançaram para essa etapa do plano de convivência com a Covid-19.

Apesar da liberação, a Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR) só deve realizar a reabertura das igrejas e templos a partir do próximo sábado, quando realizará a vigília de São Pedro e São Paulo. Por meio de uma rede social, a Federação Espírita Pernambucana decidiu não retomar as atividades presenciais na data estabelecida pelo governo estadual. As atividades permanecerão de forma virtual, até que consiga cumprir todas as recomendações do protocolo. As igrejas evangélicas devem decidir de forma individual, seguindo as recomendações da sua convenção.

Para esse processo de retomada das atividades religiosas, esses espaços — que estão fechados há três meses — precisarão seguir uma série de ações preventivas. A começar pelo uso de máscaras, que é obrigatório. Há ainda a indicação para que idosos com mais de 60 anos, gestantes, pessoas com comorbidades e crianças permaneçam em casa. As celebrações religiosas não podem ocupar mais de 30% da capacidade do local, que também deve disponibilizar pias, água, sabão e álcool 70% para as pessoas em todos os acessos do templo. O intervalo entre uma cerimônia e outra deve ser de três horas.

A disposição de bancos e cadeiras deve ser feita de forma individual. No caso dos bancos coletivos, ele deve estar demarcado para garantir o distanciamento mínimo de 1,5m, a menos que sejam pessoas de uma mesma família. Também precisa haver um controle de entrada e saída, que deve ser realizada em portas diferentes. No interior do local, deve haver cartazes com orientações para prevenção da doença, além das novas regras de funcionamento.

domingo, 21 de junho de 2020

ZÉ TEZOURÃO E A VELHA SANFONA DE 8 BAIXOS


Reportagem: Maria Vitória e Danielle Muniz

As repórteres Maria Vitória e Danielle Muniz continuam a sua saga catando sanfoneiro nos quatro cantos de Bom Conselho. Essa sequencia do Blog tem a finalidade de dar uma força de reconhecimento e valorização justamente num momento agudo onde todos os tocadores fole está sem poder exercer o seu ofício de músico devido a pandemia.

Encontramos José Vicente da Silva, popularmente conhecido como Zé Tezourão. Carrega o dom de tocar sanfona desde moleque e hoje, aos 62 anos, permanece com o mesmo entusiasmo e amor ao instrumento. Nascido no Riacho Seco, hoje mora em Bom Conselho, mas como todo bom tocador traz a essência da vida rude do campo que se confunde com os acordes da sanfona.

Eram as décadas de 60 e 70 e o menino sanfoneiro com apenas 10 anos já burilava na sanfona sob a influência de seu pai que já toca 8 baixos. Talvez tenha sido a velha sanfona de 8 baixos o elixir que enfeitiçou o menino pra tocar sanfona. Quando moleque por ter as pernas longas ganhou esse apelido de Tezourão. Não se importa e acabou adotando o apelido a seu nome artístico.


No passado foi caminhoneiro por profissão indo e vindo para São Paulo nos idos de 68. Mas um acidente o fez largar da vida de caminhoneiro. Com o incentivo da esposa, voltou a estudar quando em 76 fez vestibular para engenharia e passou indo estudar em Recife. Foi desde essa época que precisou vender a sanfona vindo comprar outro instrumento agora há pouco.

Músicas como Tico Tico no Fubá e Cururo no Brejo são clássicos do universo do acordeon que estão em seu repertório. Outro músico entristecido com a ausência do São João este ano. Mas isso é fácil de remediar, porque ele mesmo afirma que para aprender a tocar sanfona “em primeiro lugar tem que aprender música e em segundo lugar viver todo dia tocando”.

Assim sendo, a nossa reportagem deixou Zé Tezourão abrindo e fechando o fole todos os das já ensaiando para o São João do ano que vem.

O MUNDO HIGH TEC DE RICARDO VITALINO


Reportagem Danielle Muniz

Bom Conselho é terra de talentos e tem esbanjado uma diversidade extraordinária nesse quesito. Some-se a isso, a circunstância de novas profissões inauguradas com o advento da internet. É o mundo High Tec em que vivemos, centrado em aplicativos de dispositivos móveis que facilitam a nossa vida, aproximam, divertem e tornam o mundo mais prático e acessível.

Bill Gates costuma afirma que o mundo ficou menor com o advento da internet. Na força da expressão do criador da Microsoft, compreenda-se a praticidade que essas novas ferramenta nos oferece.

Ricardo Vitalino da Silva, é um jovem de 22 anos natural de bom conselho que começou a fazer vídeos de humor para o seu Instagram. Digamos algo sem maiores pretensões e com nada de seguidores no começo, para seis depois ter hoje quatro mil e sessenta seguidores, seu público se diversifica na faixa etária entre pessoas de 13 a 32 anos, que consumem o produto virtual de seu projeto e, comprovadamente mantém uma fidelidade assídua na sua rede.


Se dar o nome de influenciador digital e vale salientar uma função por demais requisitada nos dias atuais por pessoas e empresas que precisam estender seus produtos e serviços num processo massivo de publicidade.

O jovem revela que já lida com as críticas do dia a dia e tenta encontrar nelas a melhor maneira de aperfeiçoar seu trabalho, seus vídeos e o humor contido neles. Quase desistiu quando foi certa vez hackeado mas o carinho de seu público o incentivou a seguir em frente.

Entre uma entrega de pizza e outra ele arranja tempo para trabalhar suas produções e encher o seu Instagram de coisinhas que divertem. Na palma da mão de qualquer celular é fácil ver as criações do artista virtual e seguir com ele em visuais bem humorados. Em tempos bicudos de quarentena não deixar de ser uma boa pedida.